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História

A União de Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo foi constituída em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo, tendo a sede em Monfortinho.

 

Monfortinho

Bastante antiga, esta freguesia, localiza-se na Raia estando geograficamente separada de Espanha apenas pelo Rio Erges que ali nasce indo, posteriormente, contribuir para o aumento do caudal do rio Tejo, como seu afluente.

Fazem parte da freguesia os lugares de Torre e Termas de Monfortinho.

Antes das guerras da Restauração, Monfortinho teve uma certa importância social, mas foi praticamente destruída pelos espanhóis depois de 1640.

Meia escondida na encosta da Serra, Monfortinho, é conhecido pela organização do tradicional Bodo. Um festejo popular ancestral efetuado como forma de agradecimento à Nossa Senhora da Consolação ao livrar os campos e searas, em 1870, da enorme praga de gafanhotos. Desta forma, tanto a procissão como o bodo, deviam realizar-se na Segunda-feira depois do domingo de Páscoa e ser efetuado com as dádivas dos lavradores e pastores de toda a freguesia (incluindo os lugares da Torre e do Carriçal). Assim aconteceu até 1905, ano em que Salvaterra do Extremo atendendo às reclamações dos mais idosos devido à longa distância que os separava de Monfortinho, decidiram reconstruir, sobre as ruínas da Capela do Senhor da Pedra outra capela dedicada ao culto da Senhora da Consolação e igual organização do bodo.

Monfortinho, mantêm as suas festividades do bodo mas, desta feita, com alteração da data, sendo atualmente no 11º e 12º dias a seguir à Páscoa. Escolhidos pela comissão cessante ou voluntários, três bodeiros (um Presidente, Tesoureiro e Secretário) são responsáveis por dar de comer a toda a população, local e vizinha (incluindo Espanhóis), numa manifestação de abundância e reconhecimento. Porém, o grande Pólo de atracão turística a nível nacional (e internacional) da freguesia de Monfortinho, reside nas Termas de Monfortinho com águas a brotarem de fontes cuja origem se situa na Serra de Penha Garcia. (ver Termas de Monfortinho).

Salvaterra do Extremo 

Situada nos confins orientais do concelho de Idanha-a-Nova, Salvaterra do Extremo foi primitiva­mente designada como Salvaterra da Beira.

As origens da povoação remontam aos inícios do século XIII. Em 1229 recebeu foral de D. Sancho II. A sua primeira fortificação pode ter sido construída nessa altura, com patrocínio ou intervenção directa dos Templários. A assinatura do Tratado de Alcanices, em 1297, definiu a fronteira luso-castelhana e a coroa em­penhou-se num programa de restauro e de novas fortificações para assegurar a fronteira negociada. Foi neste contexto que Salvaterra do Extremo assumiu importância estratégica local. Por iniciativa régia, foi construído um castelo, de invulgar traçado circular, bem defendido por torres e munido de forte torre de menagem

A vila cresceu extramuros, de costas voltadas para Castela, descendo pela encosta poente da elevação onde o castelo foi erigido.

No quadro da guerra da Restauração (século XVII), foi dotada de uma moderna e extensa fortificação abaluartada. O velho castelo medieval foi parcial­mente mantido, mas rodeado por novos muros, a cidadela, localmente designada por Castelo. A vila foi integralmente abraçada pela fortificação, a Praça. O tecido urbano foi sujeito a uma regularização de tendência ortogonal, ainda hoje bem marcada, própria da engenharia militar da época: ruas rectilíneas e amplas, formando ângulos rectos nos seus cruzamentos.

As muralhas foram na sua maior parte desmontadas após as guerras Peninsulares, restando hoje apenas pequenos e dissimulados troços entre o casario e os seus quintais. No entanto, uma parte do traçado está fossilizada no cadastro urbano.

No interior destacam-se a Igreja Matriz, com um belo altar de talha dourada na capela-mor, e a capela da Misericórdia. São igualmente merecedores de interesse alguns exemplares da arquitectura popular, que cruzam os modelos construtivos da Beira Baixa, do Alto Alentejo e da Extremadura espanhola.

No topo de uma alinhada rua que parte da Misericórdia fica o largo da Praça, onde se situa a antiga Casa da Câmara, uma vez que foi sede de concelho até 1855, e defronte o pelourinho do século XVI.

Da porta do Adro, uma das duas da fortaleza, nas proximidades da Igreja Matriz, partia a estrada para Castelo Branco e Penamacor; um pouco mais abaixo, no sopé da encosta, ao lado da estrada, nos campos da Devesa, encontra-se um belo chafariz com um baixo-relevo das armas reais construído em meados do século XVIII.

No lado contrário, partia do Castelo um velho caminho para Espanha, que nas proximidades do rio Erges era vigiado por uma imponente torre medieval, ainda conservada, designada por Atalaia.

O rio Erges corre aqui em profunda e rasgada garganta na dura massa granítica: é a linha de fronteira que o abandonado castelo de Peñafiel, na outra margem e no topo de um elevado penhasco, afrontando Salvaterra do Extremo, garante carga simbólica.



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